Os benefícios do milhã surpreendem a maioria das pessoas que passam os verões a combater esta erva daninha. A praga de relvado mais odiada trava a erosão do solo rapidamente, alimenta bem o gado e produz sementes comestíveis. Estas três utilidades fizeram do milhã uma planta valorizada em muitas partes do mundo durante centenas de anos.
As vantagens do milhã para a agricultura impressionaram-me quando li pela primeira vez sobre a história da planta. O milhã chegou aos EUA em 1849 como cultura forrageira. Os agricultores cultivavam-no propositadamente porque o gado prosperava com ele. A Cornell CALS ainda hoje o classifica como "excelente forragem para gado". Alguns agricultores do sudeste continuam a cultivá-lo para feno. Conhecer este facto mudou a forma como vejo cada planta de milhã no meu jardim. Esta erva daninha passou mais tempo como cultura valiosa do que como inimiga dos subúrbios na história do país.
Uma das utilizações mais positivas do milhã é a alimentação humana. As sementes são comestíveis e nutritivas quando colhidas de áreas não tratadas. Na África Ocidental e na Índia, as pessoas moem as sementes em farinha para pão achatado ou cozinham-nas como papas. O sabor é suave e anozado, semelhante ao painço e ao fonio. Uma única planta produz até 150 000 sementes por estação. Esta produtividade torna-a uma das fontes de grão mais produtivas por planta no jardim ou campo.
O valor ecológico do milhã revela-se quando se observa terreno nu ou danificado. Esta planta cobre o solo nu mais depressa do que quase qualquer outra que se possa plantar. As raízes atingem 6,5 pés (198 centímetros) de profundidade e agregam a terra solta. À superfície, uma planta espalha-se até 10 pés (3 metros) de largura. Esse tapete denso protege o solo dos danos da chuva e do vento. Insetos do solo e pequenos animais usam a vegetação densa como abrigo e habitat no jardim.
O solo também melhora ao longo do tempo quando o milhã cresce nele. As raízes profundas quebram o solo duro e compactado à medida que avançam. Quando a planta morre no outono, esses canais radiculares tornam-se passagens para a água e o ar chegarem às camadas inferiores. A matéria vegetal em decomposição devolve matéria orgânica ao solo esgotado. Vi um terreno baldio perto do meu escritório passar de argila dura a solo trabalhável em duas estações de crescimento de milhã. Esse tipo de recuperação natural do solo é difícil de superar.
Deve valorizar estes benefícios nos locais certos e ao mesmo tempo gerir o milhã no relvado. Deixe-o crescer onde o ajuda a estabilizar o solo ou alimentar os animais. Continue a combatê-lo no jardim onde quer relva limpa. A melhor abordagem trata o milhã como uma ferramenta para trabalhos específicos em vez de algo que precisa de destruir em cada pedaço de terreno que possui. A pastagem e o relvado precisam de plantas diferentes, e o milhã pertence a um mas não ao outro.
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