Os totais publicados vão de cerca de 615 a 638 espécies, por isso a resposta segura aqui é um intervalo e não um número único. Qualquer contagem de espécies de coníferas que você leia remete para um artigo concreto, com a sua própria lista de espécies. Duas equipas cuidadosas podem chegar a resultados diferentes. Dê primeiro o intervalo e depois a fonte. O número de espécies de coníferas não é um dado fechado, guardado numa gaveta à espera de que você o consulte.
Dois artigos com revisão por pares, publicados com três anos de diferença, situam o mesmo total em cerca de 615 e em 638. Jin e colegas chegaram a cerca de 615 coníferas atuais na PNAS, em 2021. Esse artigo coloca também Pinus no topo, com cerca de 113 espécies num só género. São mais pinheiros do que a maioria imagina. Forest e colegas contaram 638 na Scientific Reports, em 2018, a partir de uma lista de espécies diferente. Nenhuma das equipas errou.
Os dois números distam 23 espécies um do outro, e você não precisa de explicar essa diferença para os usar. Os totais de espécies variam consoante a autoridade taxonómica. Cite cerca de 600 a 640 quando quiser uma resposta que ainda se aguente no próximo ano, ou indique o artigo quando quiser precisão. Ambas as opções são honestas com o leitor. Escolher um número único e seguro de si, sem fonte associada, é o que traz problemas. A fonte seguinte que abrirem dirá outra coisa.
Ajuste a contagem de espécies de coníferas que cita à tarefa que tem em mãos. Um guia de campo ou uma ficha para uma aula precisa do intervalo, já que 600 a 640 cobre todas as contagens em uso e ninguém tem de a defender. Uma citação num artigo ou num pedido de financiamento precisa de um número com autor e ano. Uma resposta de quiz precisa do número que o autor do questionário leu por último, e contra isso não há nada a fazer.
A América do Norte tem uma pequena fatia desse total mundial. O USDA Forest Service percorreu as coníferas nativas em Silvics of North America. A contagem aí é de 15 géneros, 63 espécies e 20 variedades. Cada uma tem habitat, história de vida e genética. São 63 espécies num total mundial de mais de 600, concentradas num só continente. Esses géneros de coníferas são a lista de trabalho de quem identifica árvores produtoras de cones por lá, e o livro aprofunda cada uma em vez de ficar pelo nome.
O volume complementar sobre folhosas abrange 58 géneros, 128 espécies e 6 variedades, uma lista de espécies muito mais larga do que a das coníferas. Coloque os dois livros lado a lado e a diferença salta à vista. Pelo número bruto de espécies nesses volumes, as coníferas são a metade menor da flora arbórea norte-americana. Número de espécies e área florestal são duas perguntas diferentes, e compensa mantê-las separadas.
Suba um nível e as coníferas ficam dentro das gimnospermas, um grupo de cerca de 1.090 espécies. Esse total reparte-se em 638 coníferas, 339 cicas, 112 gnetófitas e um único Ginkgo. As coníferas são, de longe, a maior parte do grupo. As avaliações da Lista Vermelha da IUCN cobrem 92,1% das gimnospermas, ou seja, 1.004 dessas 1.090 espécies, pelo que o estado de conservação está registado para quase todas.
Cite um intervalo na escrita do dia a dia e indique a fonte sempre que um número preciso tenha peso. Cerca de 600 a 640 espécies serve para uma palestra, um artigo de blogue ou uma etiqueta de planta. Se o que você escreve for verificado, cite cerca de 615, de Jin e colegas em 2021, ou 638, de Forest e colegas em 2018, e deixe o leitor ver de onde veio. Esse hábito custa-lhe oito palavras a mais. Uma contagem de espécies de coníferas que ninguém consegue rastrear é só um boato.
Ler o artigo completo: Coníferas: Tipos, Características e Números Concretos